sexta-feira, 27 de setembro de 2013

GALERIA DE PERSONAGENS (5) - A MULHER DO PASTOR


A mulher do Pastor servia exclusivamente para as conversas que necessitavam de ser em casa (sobretudo em frente à televisão), quer pela temática, quer pelo efeito que poderiam produzir na piada. Havia poucas personagens femininas porque o Pastor fazia um trabalho solitário no campo (quando muito estava acompanhado do Compadre) e na taberna, para ser verosímil no Alentejo, não costumam estar mulheres.
Luís Afonso


A mulher do Pastor chamava-se Maria. É assim que ele a trata em duas ou três ocasiões. Um nome simples (e bonito), como simples era a vida desta personagem. O seu dia-a-dia era passado a tratar da lida da casa e a cuidar do marido. Raramente se viu fora deste cenário. Teve, contudo, oportunidade para introduzir temas na série que, de outra forma ou com outro personagem, poderiam não ter tanta eficácia, como foi o caso da tira que falava do Dia Internacional da Mulher...
Carlos Rico

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

TIRA 045

Tira 045 (19.12.2003)
Considero que este é um dos textos mais conseguidos do Luís Afonso em toda a série "RIbanho". 
A tira foi publicada alguns dias antes do Natal pelo que optei por enquadrar os dois personagens à volta de uma fogueira, enquanto o compadre fazia uma "tiborna" (fatia de pão que, depois de torrada nas brasas, é regada com um fio de azeite).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

TIRA 044

Tira 044 (12.12.2003)k
Na tira 044 apareceram, pela terceira vez, os jornalistas. Estes personagens (um repórter e um cameraman) traziam uma lufada de ar fresco à série, com a sua presença e com os temas que introduziam.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

TIRA 043

Tira 043 (05.12.2003)
Esta tira foi a primeira que fez referência ao projecto de energias renováveis de Moura. 
De vez em quando, eu sugeria ao Luís um ou outro assunto, ou pedia-lhe para incluir este ou aquele personagem. Após quase dez meses de RIbanho, telefonei ao Luís Afonso e sugeri-lhe que inventasse um texto sobre a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, no concelho de Moura (aquela que seria a maior do Mundo na altura). O Luís aceitou logo a "encomenda" e escreveu este texto... "brilhante" (para usar uma expressão a condizer com o tema). 
Esta foi, também, a primeira tira onde apareceram a mulher e a casa do pastor. O novo cenário e a nova personagem dar-nos-iam a possibilidade de explorar novos temas na série.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

TIRA 042

Tira 042 (28.11.2003)
A nossa amiga avestruz apareceu, de novo, na tira seguinte. O nosso propósito era fazer deste mais um personagem fixo na série. Mas, conforme vos disse, a moda das avestruzes foi breve e, por isso, a avestruz praticamente nem "aqueceu o lugar".

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

TIRA 041

Tira 041 (21.11.2003)
A inclusão de uma avestruz nas tiras de RIbanho deu-se numa altura em que estava na moda a exploração, para fins alimentares, desta simpática ave africana. 
Alguém se lembrou que o clima alentejano (especialmente no Verão) tinha muito a ver com o de África e que estes animais se dariam bem por estas bandas. Vai daí, foi um "ver se te avias" com gente a criar avestruzes para comercializar ovos e carne destes animais pelos restaurantes das redondezas. A verdade é que, tão depressa quanto chegou assim desapareceu esta moda e nunca mais vi avestruzes na nossa zona. 
O último resquício será mesmo o Restaurante "A Avestruz", situado entre Moura e Évora, à beira da estrada, que se especializou na confecção de pratos com carne e ovos desta ave. E a ideia que tenho é que se mantém aberto, apesar da crise. É caso para dizer que, mesmo perante as dificuldades, ainda há pessoas que lutam e se recusam a "meter a cabeça na areia"...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

TIRA 040

Tira 040 (14.11.2003)
Na tira 040, apareceram outra vez os jornalistas que, mais uma vez, faziam reportagem junto do pastor. A notícia em causa era o previsível encerramento de algumas estações de correio no Alentejo.
Aos mais desatentos, relembramos que estamos a falar de uma tira que foi publicada em Novembro de 2003, ou seja, há praticamente dez anos! De então para cá, o Alentejo (em especial o chamado "Alentejo profundo") ficou não só com menos estações de correio, mas também com menos escolas, menos hospitais e centros de saúde, menos postos da GNR, menos estações de caminhos-de-ferro e menos gente (claro!)... Ou seja, ficou ainda mais "profundo", se assim se pode dizer...