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| Tira 127 (29.05.2005) |
A utilização de carruagens velhas e sem condições de comodidade, ou o encerramento de vários ramais ferroviários, tem deixado o Alentejo cada vez mais discriminado e afastado de tudo e de todos.
No mesmo país onde se inauguram comboios de alta velocidade ou metros de superfície existe gente a viver numa região que não pode usufruir desses serviços pela simples razão de que... somos poucos e, portanto, não justificamos o investimento.
Quando é que este país entrará... nos carris?
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| Tira 126 (22.07.2005) |
Os campos de golfe do Alentejo, regados abundantemente por água enquanto esta região atravessava uma grave seca, continuavam a estar na mira do RIbanho.
E a Barragem ali tão perto...
Continuando a nossa rubrica "RIbanho visto pelos outros", aqui está mais um link para um (interessante) blogue que se referiu à nossa série: "Adega Cooperativa".
Não fazemos a menor ideia de quem seja o autor deste blogue mas percebe-se que se trata de uma pessoa ligada à música e à rádio (Rádio Miróbriga: 102.7 Mhz).
Seja como for, aqui vai a nossa retribuição a este "taberneiro" que gosta(va) de ler o RIbanho.
Podem "entrar na Adega" clicando aqui.
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| Tira 125 (15.07.2005) |
O contraste entre a seca - que teimava em prolongar-se - e a quantidade de água gasta na rega de campos de golfe, foi o tema da tira 125.
A junção das três vinhetas habituais numa só, acabou por ser a solução escolhida para dar a perceber ao leitor a grande extensão de terreno que era generosamente regado todos os dias, para deleite dos turistas ingleses.
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| Tira 124 (08.07.2005) |
Mais uma tira onde a Barragem de Alqueva e o Aeroporto de Beja foram introduzidos na piada. Estes dois temas eram, de longe, os mais repetidos no "RIbanho": vinte e seis vezes faláramos da Barragem e dezassete do Aeroporto.
A coisa não ficaria por aqui, como se calcula.
No conjunto das cerca de cinco centenas de tiras que a série comportou havia ainda muito espaço para voltarmos à carga... e não deixar as coisas a meio... :)
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| Tira 123 (01.07.2005) |
O Alentejo tem sido, nos últimos anos, cada vez mais procurado por turistas.
É um bom sinal. Excelente mesmo para uma região que, durante anos a fio, tem perdido habitantes a um ritmo verdadeiramente impressionante.
Para alguns, contudo, mais turistas pode significar que a pacatez e a tranquilidade desta zona do país ficarão algo comprometidas.
O progresso tem destas coisas: nunca agrada a todos da mesma maneira.
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| Tira 122 (24.06.2005) |
Esta tira tem duas curiosidades.
Por um lado, foi uma das que mais texto levou em toda a série do "RIbanho". Por outro, a figura do burro, que reapareceu (de forma efémera) ao fim de 117 tiras!
O esquema que eu mais gostava de utilizar para desenhar as tiras era o de representar pelo menos uma das vinhetas num plano geral, onde as personagens ficassem enquadradas num cenário.
Neste caso não foi difícil optar pela última vinheta para desenhar esse plano, dado que era aí que, obrigatoriamente, deveriam aparecer as ovelhas e o burro (que o argumento focava).
O facto do texto deixar apenas metade da área da vinheta livre para desenhar foi contornado colocando os personagens mais altos (pastor e compadre) num segundo plano junto com as ovelhas, ficando o burro em primeiro, de cabeça baixa, pastando.