A utilização de carruagens velhas e sem condições de comodidade, ou o encerramento de vários ramais ferroviários, tem deixado o Alentejo cada vez mais discriminado e afastado de tudo e de todos. No mesmo país onde se inauguram comboios de alta velocidade ou metros de superfície existe gente a viver numa região que não pode usufruir desses serviços pela simples razão de que... somos poucos e, portanto, não justificamos o investimento. Quando é que este país entrará... nos carris?
Os campos de golfe do Alentejo, regados abundantemente por água enquanto esta região atravessava uma grave seca, continuavam a estar na mira do RIbanho. E a Barragem ali tão perto...
Continuando a nossa rubrica "RIbanho visto pelos outros", aqui está mais um link para um (interessante) blogue que se referiu à nossa série: "Adega Cooperativa". Não fazemos a menor ideia de quem seja o autor deste blogue mas percebe-se que se trata de uma pessoa ligada à música e à rádio (Rádio Miróbriga: 102.7 Mhz). Seja como for, aqui vai a nossa retribuição a este "taberneiro" que gosta(va) de ler o RIbanho. Podem "entrar na Adega" clicando aqui.
O contraste entre a seca - que teimava em prolongar-se - e a quantidade de água gasta na rega de campos de golfe, foi o tema da tira 125. A junção das três vinhetas habituais numa só, acabou por ser a solução escolhida para dar a perceber ao leitor a grande extensão de terreno que era generosamente regado todos os dias, para deleite dos turistas ingleses.
Mais uma tira onde a Barragem de Alqueva e o Aeroporto de Beja foram introduzidos na piada. Estes dois temas eram, de longe, os mais repetidos no "RIbanho": vinte e seis vezes faláramos da Barragem e dezassete do Aeroporto. A coisa não ficaria por aqui, como se calcula. No conjunto das cerca de cinco centenas de tiras que a série comportou havia ainda muito espaço para voltarmos à carga... e não deixar as coisas a meio... :)