Mais uma viagem pela net onde deparamos com o blogue do nosso colega Zé Oliveira, homem de convicções fortes (onde se inclui um generoso sportinguismo...) e com uma longa carreira enquanto cartunista e caricaturista.
Amavelmente, o Zé divulgou o lançamento do nosso álbum "RIbanho", na Bedeteca de Beja, a 30 de Novembro de 2006 desta forma:
http://chavedoburaco.blogspot.pt/2006/11/tiras-de-dirio-do-alentejo-agora-em.html
sexta-feira, 20 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
O "RIBANHO" VISTO PELOS OUTROS (5) - FOLHA VOLANTE (2)
Mais outro número da "Folha Volante" - edição de Geraldes Lino -, onde o nosso trabalho foi inserido na primeira página, junto com uma tira de Agonia Sampaio.
Podem conferir na página de Geraldes Lino: http://fanzinesdebandadesenhada.blogspot.pt/2007/03/folha-volante-n-169-jan-07_01.html
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"Folha Volante" # 169 (2 de Janeiro de 2007) |
sexta-feira, 6 de maio de 2016
O "RIBANHO" VISTO PELOS OUTROS (4) - FOLHA VOLANTE (1)
Geraldes Lino é um homem profundamente ligado à banda desenhada.
Conhecido entre o meio como o "Sr. Bêdê", leva uma vida dedicada a esta forma de Arte, divulgando-a e estudando-a como poucos o têm feito no nosso país.
A sua coroa de glória é a fundação (e coordenação durante cerca de três décadas consecutivas!) da Tertúlia BD de Lisboa, um encontro mensal, num restaurante lisboeta, onde se homenagearam praticamente todos os nomes importantes ligados à nossa BD.
A partir de determinada altura, Geraldes Lino decidiu editar e distribuir exclusivamente pelos tertulianos a "Folha Volante", publicação onde se reproduziam tiras de banda desenhada retiradas de diversos jornais e revistas portuguesas.
Em alguns números da "Folha Volante" o "RIbanho" teve honras de destaque, como podemos confirmar na imagem reproduzida aqui abaixo.
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Folha Volante n.º 197, de 5 de Fevereiro de 2008 |
sexta-feira, 29 de abril de 2016
TIRA 167
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Tira 167 (05.05.2006) |
sexta-feira, 22 de abril de 2016
ÁLBUM "RIBANHO" (1) - COMO SURGIU A CAPA
Em 2007, a Prime Books decidiu apostar na edição de um álbum de tiras do "RIbanho".
Havia quatro anos que a série era publicada semanalmente no Diário do Alentejo, o que dava cerca de 200 tiras produzidas, número suficiente para se fazer uma escolha para o álbum.
Enquanto o paginador trabalhava o miolo, eu e o Luís Afonso começámos a pensar na capa e na contracapa. Nesta, ficou mais ou menos assente que seria interessante incluir uma tira e, por baixo, um pequeno texto explicativo acerca da origem da série.
Ficou, então, encarregue o Luís Afonso de escrever esse texto, enquanto eu faria um esboço para a capa. A tira da contracapa seria escolhida em conjunto por ambos.
O Luís escreveu o texto (que, depois de adaptado, também serviu de apresentação a este blogue) e enviou-mo passados dois ou três dias.
Achei que estava óptimo e nunca mais lhe mexemos.
A tira foi escolhida de entre as três ou quatro opções seleccionadas por cada um de nós.
A escolha do desenho da capa foi um pouco mais difícil, pois queríamos que o álbum fosse o mais apelativo possível para o público, já que a série era apenas conhecida pelos leitores do "Diário do Alentejo", um grande jornal regional, sem dúvida, mas que, como todos os jornais regionais, tinha uma distribuição limitada.
A primeira ideia que tive foi a que mostro a seguir: um fundo preto, com um foco de luz a apontar para o Pastor e para o cão, como se estes fossem estrelas de Teatro em cima de um palco.
Após mostrar ao Luís esta versão, achámos que talvez o "Compadri" merecesse ser colocado na capa pois fazia parte da série desde a tira 004!...
Uma e outra versões, contudo, não agradaram por completo. Avançou-se, então, para uma terceira hipótese, onde me lembrei de colocar o Pastor a dormir à sombra de um chaparro, sonhando com ovelhas, numa alusão clara ao mito de que, para adormecer, basta contar carneiros...
Como quarta hipótese, lembrei-me da tira 157 que tínhamos feito meses antes, onde falávamos sobre o encerramento continuado de estações de caminho de ferro no interior do país. A partir daí, desenvolvemos uma ideia que nos pareceu mais forte para a capa: o pastor, junto a um ramal ferroviário abandonado, com ervas, pedras, teias de aranha e ovelhas a pastar-lhe em cima, olha para uma placa onde, ironicamente, se dão as boas-vindas a quem visita o Alentejo.
A seguir, algumas fotos que tirei a pormenores dos carris e das travessas do - há muito abandonado - Ramal de Moura, que me auxiliaram no desenho da capa.
Estava encontrada a ideia!
A seguir mostramos uma proposta já muito próxima da versão final.
Neste ponto, o Luís Afonso sugeriu - e com razão - que se reforçasse a ideia de abandono/despovoamento do ramal, desenhando os carris interrompidos.
Eis aqui o resultado final, já com o lettering e os logótipos da editora e do jornal aplicados pelo paginador.
Resta dizer que o álbum foi lançado em Lisboa, na Casa do Alentejo, onde fez enorme sucesso entre um grande número de alentejanos (há muito afastados da sua terra natal e assinantes do "DA") que nos acarinharam com muitas palavras de incentivo.
Alguns diziam-nos que o "RIbanho" era sempre a primeira coisa que iam ler ao jornal. Outros diziam, orgulhosos, que recortavam e coleccionavam todas as tiras da série.
Nesse dia percebi que o "RIbanho" era não só uma forma de fazer rir as pessoas mas também uma forma de aqueles alentejanos se sentirem mais próximos da sua região.
E isso foi, talvez, a coisa mais gratificante que este projecto nos trouxe...
sexta-feira, 15 de abril de 2016
TIRA 166
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Tira 166 (28.04.2006) |
Aproveitando esta deixa, e já que na próxima semana - entre 21 e 25 de Abril - terá lugar a 33.ª Ovibeja, recordamos, em jeito de curiosidade, os cartazes das edições de 2006 (data da publicação desta tira) e a do corrente ano, ao mesmo tempo que deixamos o convite para que visite esta grande Feira Nacional de Agricultura (pode consultar a página oficial do evento em www.ovibeja.pt )
sexta-feira, 8 de abril de 2016
sexta-feira, 1 de abril de 2016
TIRA 164
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Tira 164 (14.04.2006) |
Nem de propósito, a tira que hoje aqui apresentamos - seguindo, como sempre, a ordem cronológica de publicação da série no "DA" - tem como tema precisamente a Ovibeja.
Que melhor forma de homenagearmos a memória deste notável Alentejano?
sexta-feira, 25 de março de 2016
TIRA 163
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Tira 163 (07.04.2006) |
Dormir a sesta: dormir depois do almoço ou ao meio-dia
Do latim "sexta" (hora do dia romano equivalente às actuais doze ou ao meio-dia)
Noutros tempos, dormir a sesta era um hábito saudável praticado com frequência.
No Alentejo, o rigoroso clima - com temperaturas bastante altas durante o Verão - fez com que a sesta se tornasse quase obrigatória.
Até mesmo durante a aceifa, um dos trabalhos do campo mais duros e exigentes, os trabalhadores rurais (que laboravam desde que o Sol nascia até que desaparecesse no horizonte) podiam dormir uma pequena sesta, após o almoço, para fugir às horas de maior calor e recomeçarem o trabalho com mais forças e, consequentemente, serem mais produtivos.
Os tempos mudaram. A sesta caiu em desuso.
O progresso trouxe com ele formas de aligeirar o trabalho físico, é verdade, mas em compensação, o trabalho mental aumentou, com o aparecimento do computador.
Sem horas de sono suficientes, a "produtividade"... zzzzzzz... acaba, inevitavelmente, por ser afectada... zzz... mesmo trabalhando... zzzzzz... o dia todo sentado... zzzzzzzzzzzzzzz
sexta-feira, 18 de março de 2016
TIRA 162
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Tira 162 (31.03.2006) |
Não sabemos até que ponto este serviço obteve sucesso, até porque dá a ideia que não difere muito das caixas de correio electrónico "normais" que quase todos nós temos...
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sexta-feira, 11 de março de 2016
Tira 161
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Tira 161 (24.03.2006) |
Esta região tem assistido, nos últimos anos, a um progressivo aumento do número de turistas, que procuram, invariavelmente, a nossa gastronomia, o nosso vinho, os nossos monumentos, a nossa música, as nossas tradições, a nossa maneira de ser...
O turismo é o caminho - não tenhamos dúvidas - para que o Alentejo possa vir a recuperar muito daquilo que perdeu, ao longo de décadas.
Nem de propósito, veja-se aqui a reportagem que o Diário de Notícias publicou hoje mesmo sobre... o Alentejo!
sexta-feira, 4 de março de 2016
TIRA 160
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Tira 160 (17.03.2006) |
E não se pense que tal significa uma atitude passiva perante as dificuldades da vida. A explicação é outra: é que ninguém gosta de ficar com cãibras nas pernas... :)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
RIBANHO NOUTROS SUPORTES (1) - OUTDOOR
Deste trabalho fizeram-se também calendários de bolso (do ano de 2008).
Entretanto, mais tarde, aproveitámos esta ideia e inseri-mo-la numa tira de "RIbanho".
Entretanto, mais tarde, aproveitámos esta ideia e inseri-mo-la numa tira de "RIbanho".
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
TIRA 159
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Tira 159 (10.03.2006) |
Em 2006, a Gripe das Aves parecia ser, de facto, uma ameaça bem real por isso não foi de estranhar que o "RIbanho", vez por outra, tocasse também este assunto. Com a tira 159, era a quarta vez que isso acontecia.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
TIRA 158
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Tira 158 (03.03.2006) |
Fazia-mo-lo porque achávamos que o "RIbanho" não se deveria limitar a ter um papel de entretenimento.
A promoção da região (especialmente na vertente turística/cultural) era para nós também muito importante.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
TIRA 157
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Tira 157 (24.02.2006) |
O texto do Luís Afonso encheu-me as medidas, talvez porque havia (e continua a haver) demasiado tempo que ambos sentíamos na pele os prejuízos que a desactivação de estações de caminhos de ferro acarretam para as populações do interior.
Meses depois, a ideia e em especial a última vinheta, acabaram por servir de modelo para a capa do (único) álbum que publicámos da série, do qual falaremos num destes dias...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
TIRA 156
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Tira 156 (17.02.2006) |
Em 2006, a temperatura média ambiente estava a subir até níveis nunca antes atingidos. Daí para cá, a situação piorou sempre. Não espanta muito, portanto, que há dias tenhamos ouvido a notícia de que 2015 foi o ano mais quente de sempre!
Quanto ao "outro clima", se em 2006 estava péssimo, hoje parece estar ainda pior.
A inconsciência do Homem, a este ritmo, acabará por fazer desaparecer inúmeras espécies... quem sabe até a si próprio.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
GALERIA DE PERSONAGENS (7) - O TABERNEIRO
Para fugir ao cenário do campo e, sobretudo, por precisar de conversas com mais gente, lembrei-me da taberna, até porque se podia introduzir um televisor a emitir notícias (no campo utilizava frequentemente o rádio). O taberneiro aparece assim naturalmente. Evitei dar-lhe demasiado protagonismo para não cair na tentação de repetir as soluções utilizadas no “Bartoon”, a tira diária no jornal Público, que se passa no balcão de um bar.
Luís Afonso
O taberneiro sempre foi um dos personagens que mais gostei de desenhar.
Os motivos que o Luís referiu para o seu aparecimento na série, eram válidos para mim também, já que se tornava bastante estimulante desenhar outros cenários que não apenas o campo. Foi como se de uma lufada de ar fresco se tratasse
Os motivos que o Luís referiu para o seu aparecimento na série, eram válidos para mim também, já que se tornava bastante estimulante desenhar outros cenários que não apenas o campo. Foi como se de uma lufada de ar fresco se tratasse
Desde o princípio que lhe desenhei um avental, que, na maior parte das tabernas do Alentejo, os taberneiros não usam. A verdade é que a ideia foi ficando... e o taberneiro nunca despiu o avental.
Carlos Rico
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
TIRA 155
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Tira 155 (10.02.2006) |
Com o tempo, a sua fisionomia levaria ainda alguns "retoques". O cabelo e o queixo haveriam de crescer um pouco mais.
O que sempre se manteve foi o avental. Embora a maior parte dos taberneiros alentejanos que conheço nunca usem avental...
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
TIRA 154
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Tira 154 (03.02.2006) |
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
TIRA 153
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Tira 153 (27.06.2006) |
De vez em quando, o Luís Afonso adiantava alguns argumentos (ou porque tinha necessidade de se concentrar noutros trabalhos, ou porque lhe surgiam duas ou três ideias ao mesmo tempo) e enviava-mos todos na mesma semana. Assim eu tinha mais tempo, também, para desenhar as tiras.
Num ou noutro caso - raros é certo -, esses argumentos tiveram como base um mesmo tema, tornando-se, assim, o "RIbanho" numa espécie de banda desenhada com tiras em continuação, que podiam ser lidas todas as semanas como se de uma mesma história se tratasse.
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